BCP revela diferença de preços com Foz e Clorinda
IMIGUAY · Atualizado em 08/10/2026 · 5 min de leitura
Banco Central do Paraguai aponta diferenças de preços em produtos básicos comparados a Foz do Iguaçu e Clorinda.
Um levantamento realizado pelos técnicos do Banco Central do Paraguai (BCP), publicado originalmente pelo jornal ABC Color, revelou que consumidores continuam buscando o comércio em cidades fronteiriças como Foz do Iguaçu (Brasil) e Clorinda (Argentina) devido à alta acumulada de preços nos alimentos no mercado paraguaio nos últimos três anos.
Dados do Banco Central do Paraguai
Embora a inflação geral tenha registrado 1,7% no acumulado de 12 meses até setembro, o setor de alimentos acumula alta de cerca de 30% no triênio, o que impacta o poder de compra da população e eleva a busca por alternativas em regiões de fronteira. Conforme o BCP, as diferenças variam conforme o país vizinho:
- Foz do Iguaçu (Brasil): Os produtos custam em média 18,7% menos do que no Paraguai, com destaques para arroz (até 40% mais barato), óleo de soja (44%) e açúcar (39%).
- Clorinda (Argentina): Apresenta uma diferença média de 11,4% a menos em relação ao mercado paraguaio, com destaque para farinhas, massas (36,3%) e óleos (34%).
- Limites legais: O BCP e as autoridades alfandegárias lembram que vigora o cupo de até US$ 300 mensais por pessoa por via terrestre para compras em Foz do Iguaçu, além das normativas da DNIT para o tráfego fronteiriço com Clorinda.
Impacto para quem mora ou empreende no Paraguai
Para quem reside no Paraguai, a flutuação de preços e a atratividade das cidades vizinhas influenciam o comportamento de consumo e o varejo local, exigindo atenção redobrada de comerciantes e investidores do setor de supermercados e bens de consumo em relação à competitividade de preços e aos controles aduaneiros nas fronteiras.
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